C O L A B O R A Ç Õ E S_
 

''COLABORAÇÃO'' não é uma palavra que basta para definir as colisões entre diferentes mundos, galáxias, universos. Tudo isso é um fenômeno que ocorre com frequência nessa zona, e eu valorizo muito os encontros e conexões com outras propostas, visões de mundo, para além do que eu conheço e acredito. Nessa página é possível encontrar alguns links e memórias desses encontros e criações que insurgiram da disponibilidade dos corpos, da paixão, do caos, das dores, da vontade de pulsar vida, e principalmente criar e mover culturas...

eu sou uma fruta gogóia. #emtendêncianãobinária

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''A artista Thelma Bonavita remonta o espetáculo Eu sou uma fruta gogoia em três tendências após dez anos de sua criação. O processo de remontagem, que originou Eu Sou uma Fruta Gogoia, em Tendência Não Binária propõe pensar o que considera os três eixos principais do fazer artístico da dança contemporânea: transmissão, memória e modos de criação.

A peça, contemplada pelo programa Rumos Itaú Cultural em 2009, trata dos efeitos e ecos do tropicalismo e do uso de linguagem cifrada como estratégia de burlar a censura durante os anos 1970 no Brasil, o qual passava pelo chamado “anos de chumbo”. Além de evidenciar a presença do legado da antropofagia de Mário de Andrade (1893-1945), canibalizando tanto a música Fruta Gogoia como Gal Costa, que foi um sex symbol no mesmo período.

Nesta nova versão, o espetáculo tem o jovem artista Pedro Galiza como convidado. “A escolha de um performer não binário aprofunda a discussão do aspecto queer e feminista da primeira versão da peça. Decorrente tanto do novo contexto quanto do novo performer, existem alterações em sua fiscalidade e visualidade: essa ‘gogoia’ é gótica e não binária”, diz Bonavita.

A maior parte processo de remontagem se deu pela internet, por meio de trocas via Google Docs e mensagens de áudio e vídeo no WhatsApp. A obra se estruturou através de análises do cenário atual brasileiro, da biografia do artista convidado e se baseia em uma partitura triádica: tendência a flutuar, tendência transitiva e tendência mutante''.

BIENAL SESC DE DANÇA 2019 - SESC Campinas
Partitura coreográfica, visualidade e orientação do processo: Thelma Bonavita
Material coreográfico e autobiográfico e performance: Pedro Galiza
Iluminação: Mirella Brandi

Produção: Dora Leão / PLATÔ produções
Fotos: Juliana Hilal

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fleshion!

No começo do primeiro semestre de 2019, a querida artista e transcoreógrafa Thelma Bonavita, convidou a artista Juliana França, o músico Piero Bonavita e eu para compormos o remake da peça-desfile

''FLESHION [aparências]''. Trabalhamos intensamente e apresentamos o trabalho em duas ocasiões; duas apresentações na Casa Miani no mês de Fevereiro, e três apresentações no Centro Cultural São Paulo como parte da programação da 1ª Mostra do Avesso (curadoria de Karlla Girotto).  Posso dizer que FLESHION   me dá a oportunidade de literalmente ENCARNAR {Tempo, corpo, moda, desejo}! 

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Fotos: Paulo Cesar Lima | Carol Fig

Desde 2017 eu estou em conexão aos artistas

Wellington Duarte, Aline Brasil, Suiá Ferlauto e

Maria Basulto.

 

 

 

Durante vários períodos de tempo, dias, meses, estivemos pirando juntos em salas de ensaio onde escavamos situações e fenômenos no corpo que a partir da condução de Wellington, recortamos enquanto um trabalho intitulado de

''SitUação de atRito#varIAção nUla''.

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Nós apresentamos algumas vezes em espaços e instituições como o

''Centro de Referência da Dança da Ciadade de São Paulo'', ''FUNARTE SP'', ''SESC Av. Paulista'', ''Kasulo - Espaço de Cultura e Arte''...  

Fotos: Keiny Andrade

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M.X.M é Mirella Brandi x MuepEtmo, dupla de artistas que no ano de 2018 me convidaram para criar com eles uma versão (remake) do trabalho ''FFOBIA SETOR'', onde a artista

Mirella Brandi transforma seu corpo em luz, e o artista Muep Etmo é a composição sonora de um mundo introspectivo, soturno, ESCURO e visceral.

 

Eu entrei nessa como um terceiro corpo que habita coreograficamente essa realidade dos MEDOS, APATIAS e AVERSÕES. Sinto que nós três viramos um megazord melancólico suicida, então as zonas obscuras das emoções que eu e grande parte da humanidade carregamos transbordaram nessa FICÇÃO chamada Ffobia Setor, e nós três oferecemos tudo para o público criar suas narrativas subjetivas a partir da experiência e percepção desse mundo da escuridão. 

O trabalho ''FFOBIA SETOR'' foi apresentado dias 16, 17 e 18  de maio no projeto ''Solos e Monólogos'' do

Centro Cultural Banco do Brasil, e nos dias 6, 7, 8 e 9 de Setembro no SESC Pompéia. Ambas temporadas foram tão emocionantes quanto pular de paraquedas, sem paraquedas! Nada seria possível se não fosse a produção de Dora Leão (PLATÔ Produções). 

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Fotos: Patricia Mattos | Ricardo Ferreira

OUTRO foi um projeto realizado para compor a programação do ''DANÇA NO MIS'' (Curadoria de Natália Mallo). Dessa vez, os M.X.M me convidaram para experimentar e coreografar um outro trabalho, outro lugar, e dessa vez em colaboração da artista multimídia  Tuca Paoli. Foi também um bate-volta nas profundezas e complexidades das escuridões e ruínas humanas... OUTRO foi um terremoto! 

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Fotos: Patricia Mattos 

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Fotos: Patricia Mattos 

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LA PLATAFORMANCE é uma estação de trabalho colaborativa, não um grupo, não um coletivo. Um lugar que preserva e impulsiona a autonomia e a subjetividade de cada artista que participa dessa rede. Eu sou artista integrante da ''La Plata'' desde 2015 (fazem 05 anos). Eu sou incapaz de descrever as inúmeras histórias que ocorreram em curtos espaços de tempo junto com outros artistas independentes. Histórias apaixonadas, dolorosas, melosas e essencialmente amorosas! Eu agradeço muito ao meu companheiro de jornadas Rodrigo Munhoz por ter projetado e arquitetado essa plataforma, pois se não fosse o seu coração generoso imenso, eu jamais teria tido acesso a tantas vertentes da discussão acerca da arte da performance, e nunca seria praticante pensante desse movimento autônomo e 100% Do It Together. 

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Dentre as realizações e rolês que estive movimentando com a La Plataformanc, pode-se contar; 1 Oficina/Residência na Oficina Cultural Oswald de Andrade nos anos de 2015/2016; 2 Festivais de Performances (Festival La Plataformance: Resistência em Rede - SÃO PAULO E CANANÉIA - 2016  com apoio do PROAC Festivaise FESTIVAL La Plataformance 2: Garagens, Viadutos e Vielas - 2017); mais de 100 performances que os artistas colaboradores propuseram dentro da estação/plataforma, 1 publicação online, parceria com 10 estados brasileiros e artistas-performers do país inteiro, parceria com 10 artistas de outros países, 1 projeto implantando no SESC Santos intitulado de LAB LIVRE PERFORMANCE. 

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Fotos: Dani Barsoumian

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GIF por Manuel Vason

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De 2014 a 2016 eu trabalhei como artista-performer no Coletivo Teatro Dodecafônico, e foram vários trabalhos, experimentações, práticas e estudos no ambiente da rua. Eu me aproximei do coletivo através de um grupo de estudos coordenado pelas integrantes  Verônica Veloso, Sandra Ximenez e Beatriz Cruz, lá no começo de 2014, eu tinha 17 anos e me interessava em estar acionando poéticas errantes na cidade. Após esse grupo de estudos, continuamos aprofundando cada vez mais em práticas de ''derivas'', ''intervenções/composições urbanas'', ''jogos na cidade''. Ao longo do tempo, junto ao coletivo, participei e realizei alguns projetos independentes, e também com apoio de editais públicos. 

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Fotos: Cacá Bernardes | Ierê Papá

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''Ação artística duracional, centrada em sete procedimentos para se perder na cidade. Na última lua cheia de 2014, artistas do Coletivo caminharam das 19h de um sábado às 19h do domingo, seguindo tais procedimentos. Qualquer interessado podia participar, encontrando o grupo no meio do percurso, por meio de um aplicativo online.''

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''Intervenção urbana composta por um conjunto de ações realizadas em um recorte urbano, definido a partir de derivas e deambulações por determinado bairro ou cidade. As ações correspondem a quatro eixos de pesquisa na cidade: fluxo/deslocamento, corpo/arquitetura, relação/duração e interferências corpoéticas''. Eu participei do projeto ATOS ÍNTIMOS CONTRA O EMBRUTECIMENTO durante

a Vira Cultural em 2015, e quando o projeto foi contemplado com o ''Prêmio Funarte Artes na Rua''.

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Fotos: Cacá Bernardes 

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''Prática de deriva coletiva, centrada nas perguntas: “O que te faz andar?” e “O que te faz parar?”. Trata-se de uma prática sequencial, distendida no tempo e no espaço. Sequencial pois o local de início foi sempre o local de término da deriva anterior. Assim, apesar do prolongamento no tempo, criou-se um único percurso no espaço. Permanente e distendida pois foi realizada pelos artistas do Coletivo durante 2 anos: iniciamos o caminho no centro de São Paulo, próximo ao Largo do Paissandu, em fevereiro de 2015''. 

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Deixei o coletivo no fim de 2016 por motivo de estar em vários outros processo artísticos em paralelo aos trabalhos do grupo, mas foram jornadas muito valiosas! 

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Fotos: Ierê Papá

to be continued...

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